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Felicidade integrativa: saiba o que é


Felicidade tem origem no latim “felicitas” que deriva de “felix” e  significa afortunado.

Felix está associado ao que é fértil. Tanto para assuntos materiais como para espirituais.

Na evolução do termo, a felicidade ganhou um matiz espiritual. Algo mais interno e subjetivo. Podemos dizer que na sua raiz, a palavra vem associada à fortuna e que na atualidade e maior complexidade das necessidades humanas, a felicidade tem variações, interpretações ou ainda não foi compreendida e talvez jamais alcançada por alguns.

Para o Hinduísmo, uma das mais antigas religiões do mundo, a felicidade é influenciada por crenças religiosas, filosóficas e culturais. Está ligada ao objetivo mais amplo da vida humana, que é alcançar a realização e libertação espiritual (moksha), do ciclo de nascimento até a morte (samsara).

Para esse feito, você leva em conta: Dever e retidão ( Dharma); Ação e consequência (Karma); prosperidade material (Artha); devoção (Bhakti); libertação (Moksha).


Na Medicina Tradicional Chinesa, felicidade é prerrogativa holística e tem relação com o fluxo de energia e vitalidade. Sem ele, não há harmonia entre os aspectos físicos, mentais e espirituais.

Felicidade é dependente de emoções. Cada uma das emoções está ligada a um órgão. No caso da felicidade, é o coração.



Segundo a Medicina de Hipócrates, felicidade é humores: (sangue, fleuma, bile amarela e bile negra), considerados os fluidos corporais fundamentais. O equilíbrio entre eles levaria ao bem-estar emocional.

A felicidade seria parte integrante da saúde, através de um estilo de vida que proporcionasse o descanso, a boa dieta, uma vida com a natureza, atividade física e um bom estado da mente.

Felicidade pode ser algo hedonista, utilitarista, existencialista, búdico e /ou epicurista.

Ao transitarmos no campo da Filosofia, colocar a felicidade na perspectiva do prazer e ausência de dor, enfatizamos o princípio hedonista maximizando os prazeres sensoriais.

Mas a felicidade pode ser mais altruísta colocando-a numa perspectiva social, onde o coletivo é importante para o bem-estar de todos.

Felicidade à luz do Existencialismo leva em conta escolhas autênticas, com base na liberdade de realização pessoal. No ensinamento búdico, não é possível encontrar felicidade sem superar desejos egoístas e exercitar a compaixão, o desapego e a sabedoria.

Na Filosofia a felicidade aparece como moderação, amizade e busca de prazeres simples, numa vida mais tranquila. Moderações evitam dores físicas e emocionais.

Você é feliz?


Texto: Comunidade Brasileira de Naturopatia

Dep. de Comunicação

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